Alô Alô Marciano, leva a crise e o Kadafi…

Devo começar esse texto pedindo desculpas ao Heródoto e a Maquiavel. Ao primeiro por ter desprezado por muito tempo sua percepção do movimento cíclico da história, e ao segundo por ter chamado sua concepção histórica em espiral de medieval.

Vou explicar, as duas teorias afirmam que ao longo do tempo a história se “repete”, com outros personagens e em outro contexto, entretanto há características fundamentais  que relacionam períodos distintos da história.

No século passado quando Rita Lee e Roberto Carvalhos escreveram e Elis Regina cantou um pedido desesperado de ajuda para alguém de fora da terra, pois aqui a história sempre se repete:

Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá

“A coisa tá ficando Russa” não é apenas uma expressão, a URSS apresentava um sinal claro de fracasso, depois de um crescimento surreal, a construção do muro de Berlim maldizia o regime. Elis não viu, mas depois Chernobyl explodiu e Mikhail Gorbatchev tentou esconder, mas já era tarde, o povo já tinha sido afetado, então só restou dizer “Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle”.

Ninguém nunca questionou a inteligência da Gorbatchev, era o primeiro grande incidente com energia nuclear, por isso, todos perdoaram e contaram os corpos. Então lembrando-me da história cíclica, posso até prever o discurso do líder japonês:

“Em um mundo cientificista, onde o pensamento critico deve ter base no empirismo, fomos ‘obrigados’ a comprovar as palavras de Mikhail Gorbatchev, e agora com propriedade afirmamos: verdadeiramente a energia nuclear fora de controle é um problema.”

Em 1980 era o aiatolá Khomeini que fazia a revolução islâmica no Irã, causava um grande prejuízo para a produção de petróleo mundial. Então nesse caso foi fácil para as forças internacionais escolherem um lado para apoiar, pois o Xiita Khomeini  sustentava uma postura totalmente contra o ocidente, e como precisávamos do petróleo, armamos Saddam Hussein, a guerra durou oito anos e os dois países saíram perdendo, mas o ”ouro negro do oriente” continuou vindo e a um preço acessível.

Hoje o problema no oriente é a Líbia, Kadafi sempre foi um ditador terrível para seu povo (odiado até mesmo pelos xiitas), mas não tínhamos problemas com isso, pois ele continuava fornecendo o petróleo da melhor qualidade sem grandes variações no preço do barril.

Penso na revolta dos líderes da UE quando o povo líbio saiu às ruas pedindo a cabeça de Kadafi: “Povo não entende nada de economia e não tem dó do ocidente,  tinha que se revoltar bem agora que estamos conseguindo  sair da crise de crédito que os EUA obrigaram todo mundo viver desde 2008”.

Líderes mundiais  as crises viram e vocês serão derrubados ou aclamados, o nossa saída seria mesmo buscar em marte ou um planeta mais longe, que não tenha tido contato com a maldição da história cíclica da terra uma solução para os  nosso problemas recorrentes.

Música de Elis Regina

Heródoto – História cíclica

Maquiavel – História em espiral

Discurso de Mikhail Gorbachev

Japão – Acidente nuclear

Kadafi – Guerra santa?

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